{"id":95,"date":"2017-06-28T12:03:04","date_gmt":"2017-06-28T12:03:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.marcosfilho.online\/single-post\/2017\/06\/28\/Sa%C3%BAde-%C3%A9-futuro-da-Fujifilm-depois-de-perder-neg%C3%B3cio-central"},"modified":"2017-06-28T12:03:04","modified_gmt":"2017-06-28T12:03:04","slug":"saude-e-futuro-da-fujifilm-depois-de-perder-negocio-central","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogs.varzeaalegreagora.com\/marcosfilho\/saude-e-futuro-da-fujifilm-depois-de-perder-negocio-central\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade \u00e9 futuro da Fujifilm, depois de perder neg\u00f3cio central"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/static.wixstatic.com\/media\/7e4f65_bfc06263588743b08717b007e18f58a1~mv2.jpg\"\/><\/p>\n<div>S\u00e3o Paulo \u2013 A Fujifilm, conhecida por suas c\u00e2meras e filmes fotogr\u00e1ficos anal\u00f3gicos, se reinventou completamente nos \u00faltimos anos. Ela entrou em novas \u00e1reas, como farmac\u00eautica e cosm\u00e9ticos, e investiu em divis\u00f5es j\u00e1 existentes, mas at\u00e9 ent\u00e3o menores, como equipamentos e sistemas em sa\u00fade.<\/div>\n<div>A mudan\u00e7a deu resultado. Atualmente, a sua divis\u00e3o de sa\u00fade superou o faturamento da divis\u00e3o de imagem no Brasil. Mundialmente, esta \u00e1rea j\u00e1 corresponde a 17% do faturamento total.<\/div>\n<div>\u201cA divis\u00e3o de sa\u00fade \u00e9 o futuro do nosso neg\u00f3cio\u201d, afirmou Mutsuki Tomono, presidente da Fujifilm Brasil em entrevista a EXAME.com.<\/div>\n<div>A transforma\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria para a empresa japonesa: \u201cN\u00f3s perdemos o nosso neg\u00f3cio, n\u00e3o s\u00f3 os filmes anal\u00f3gicos, mas tamb\u00e9m de imagem digital\u201d, disse o presidente.<\/div>\n<div>As c\u00e2meras de fotografia e outros produtos similares correspondem a apenas 4% do faturamento da companhia. J\u00e1 c\u00e2mera anal\u00f3gica Instax e os filmes s\u00e3o respons\u00e1veis por 10% das vendas. Caso n\u00e3o tivesse buscado alternativas em outros mercados, a Fujifilm encontraria dificuldades para manter o seu tamanho.<\/div>\n<div>Esta mudan\u00e7a n\u00e3o foi feita da noite para o dia. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para se reinventar em 5 anos. Para criar produtos novos, voc\u00ea precisa de pelo menos 15 anos, precisa de um plano de longo prazo\u201d, disse o executivo.<\/div>\n<div>A sua maior divis\u00e3o atualmente \u00e9 a de solu\u00e7\u00f5es para documenta\u00e7\u00e3o, que produz copiadoras, impressoras e outros equipamentos da marca Xerox, adquirida em 1962. Ela gera 47% do faturamento total da empresa, que foi de 22,1 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2016.<\/div>\n<div>Sa\u00fade em foco<\/div>\n<div>Ainda que o enfoque seja mais recente, a divis\u00e3o de sa\u00fade da japonesa remota a 1936, com o desenvolvimento de sua primeira m\u00e1quina de raio-X. A primeira m\u00e1quina digital de radiografia foi criada em 1980.<\/div>\n<div>A empresa produz, atualmente, equipamentos de radiografia, endoscopia, ultrassom, mamografia, entre outros.<\/div>\n<div>Para tratar as imagens criadas por esses aparelhos, a Fujifilm precisou desenvolver softwares de gest\u00e3o e tratamento destas imagens. Enquanto no in\u00edcio estes programas eram usados exclusivamente nos pr\u00f3prios equipamentos, hoje \u00e9 uma divis\u00e3o independente, respons\u00e1vel por 9% do faturamento total.<\/div>\n<div>Com a\u00a0aquisi\u00e7\u00e3o da TeraMedica, h\u00e1 cerca de dois anos e meio, ela tamb\u00e9m entrou no mercado de gest\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de sa\u00fade. Em um \u00fanico sistema, ela consegue reunir informa\u00e7\u00f5es sobre os pacientes, agendamento, gest\u00e3o de arquivos e exames e at\u00e9 a parte financeira de um hospital.<\/div>\n<div>Maior do Brasil<\/div>\n<div>No Brasil, a divis\u00e3o de sa\u00fade se tornou a maior da companhia a partir deste ano, afirmou o Eduardo Tugas, diretor da divis\u00e3o m\u00e9dica no Brasil.<\/div>\n<div>Desde a d\u00e9cada de 1980, a japonesa vendia equipamentos m\u00e9dicos no pa\u00eds atrav\u00e9s de uma revendedora. Por\u00e9m, quando a companhia global decidiu investir mais e focar em sua divis\u00e3o de sa\u00fade, a Fujifilm no Brasil comprou a revendedora h\u00e1 cerca de dois anos.<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m refez toda sua rede de vendedores e de parceiros e contratou mais funcion\u00e1rios no pa\u00eds \u2013 j\u00e1 s\u00e3o mais de 170.<\/div>\n<div>Seus equipamentos e sistemas foram instalados em grandes clientes e hospitais de renome.<\/div>\n<div>Inova\u00e7\u00e3o com o velho<\/div>\n<div>O mesmo filme fotogr\u00e1fico, condenado a praticamente desaparecer com o surgimento de c\u00e2meras digitais, foi essencial para a cria\u00e7\u00e3o das novas tecnologias e produtos da empresa.<\/div>\n<div>Com mais de 20.000 produtos qu\u00edmicos patenteados, a empresa come\u00e7ou a adapt\u00e1-los para outros mercados.<\/div>\n<div>A pel\u00edcula que cobre o filme, por exemplo, foi a base para a cria\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos. Uma fina camada de gelatina cobre o filme para manter todos os produtos qu\u00edmicos est\u00e1veis e impedi-los de se degradarem. Essa gelatina, ou col\u00e1geno, foi adaptada para ser usada em cosm\u00e9ticos para a pele. Antioxidantes, tamb\u00e9m usados nos preparos dos filmes, foram modificados para cremes anti-idade.<\/div>\n<div>A companhia lan\u00e7ou sua marca de cosm\u00e9ticos, Astalift, em 2006. Os produtos s\u00e3o focados no cuidado da pele e vendidos principalmente na \u00c1sia.<\/div>\n<div>No Jap\u00e3o, o filme fotogr\u00e1fico ajudou at\u00e9 na produ\u00e7\u00e3o de cerveja. Para tratar a \u00e1gua usada nas f\u00e1bricas de produ\u00e7\u00e3o dos filmes, a companhia criou um filtro muito fino e delicado, capaz de remover bact\u00e9rias e at\u00e9 as impurezas mais pequenas.<\/div>\n<div>Esse filtro passou a ser usado em algumas f\u00e1bricas de cerveja, para remover as bact\u00e9rias que fermentam o l\u00edquido, transformando-o em chope. Outras f\u00e1bricas precisam ferver a bebida para matar os microorganismos, o que altera o sabor.<\/div>\n<div>Aquisi\u00e7\u00f5es para acelerar<\/div>\n<div>Enquanto algumas inova\u00e7\u00f5es vieram dos laborat\u00f3rios da companhia, outros foram adicionados ao seu portf\u00f3lio por meio de aquisi\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>No setor farmac\u00eautico, uma das compras mais importantes foi a Toyama Chemical, companhia japonesa. \u201cGanhamos tempo de pesquisa ao comprar laborat\u00f3rios e farmac\u00eauticas\u201d, afirmou Tomono.<\/div>\n<div>Desde 2000, a Fujifilm comprou cerca de 40 empresas, investindo at\u00e9 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/div>\n<div>Com as companhias compradas, ela j\u00e1 desenvolveu um rem\u00e9dio contra a gripe e outro contra a Ebola, usado na crise de 2014 na \u00c1frica. Outros medicamentos est\u00e3o em desenvolvimento e em testes cl\u00ednicos e devem ser lan\u00e7ados em breve.<\/div>\n<div>Fonte: Exame<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A Fujifilm, conhecida por suas c\u00e2meras e filmes fotogr\u00e1ficos anal\u00f3gicos, se reinventou completamente nos \u00faltimos anos. Ela entrou em novas \u00e1reas, como farmac\u00eautica e cosm\u00e9ticos, e investiu em divis\u00f5es j\u00e1 existentes, mas at\u00e9 ent\u00e3o menores, como equipamentos e sistemas em sa\u00fade. A mudan\u00e7a deu resultado. 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